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Gabinete de apoio de Mogadouro promove em meio ano a criação de 68 empregos

Mogadouro, 06 jan (Lusa) – A Misericórdia de Mogadouro anunciou hoje que o Gabinete de Apoio à Empregabilidade (GAE) do programa de desenvolvimento social CLDS+ submeteu 24 candidaturas ao Instituto de Emprego, gerando, em ano e meio, 68 de postos de trabalho no concelho.

“As candidaturas, aprovadas no último meio ano, destinam-se a pessoas desempregadas que agora passarão a trabalhar em juntas de freguesia e intuições de solidariedade do concelho, desempenhando tarefas que vão desde à conservação do patrimônio, levantamento da etnografia e cultura local ou atividades artesanais”, disse hoje à Lusa a coordenadora do GAE, Juliana Mouro.

O projeto, que teve o seu início em junho de 2013, conta com a colaboração de empresas, intuições ou autarquias.

“A missão do GAE passa por promover o empreendedorismo, a criação de emprego e a captação de investimentos para o concelho, assumindo-se como “interface” entre os empresários e os agentes locais e setoriais com influência na atividade económica, “criando condições para um ambiente de negócios competitivo e para o crescimento sustentado do emprego local”, explicou a técnica.

O GAE resulta, assim, de um protocolo de colaboração em rede entre vários parceiros tais como a misericórdia, município, Instituto do Emprego e Formação Profissional, instituições de ensino e Associação Comercial e Industrial de Mogadouro.

Por outro lado, o CLDS + (um contrato local de desenvolvimento social de segunda geração), que vai vigorar no próximo ano e meio, tem igualmente por missão promover a inclusão social dos cidadãos nos territórios envelhecidos ou atingidos por calamidades.

No âmbito destas funções, a equipa do CLDS + de Mogadouro levou a efeito, em parceria com as juntas de freguesia do concelho, uma campanha de solidariedade traduzida na recolha de bens de primeira necessidade, que foram distribuídos por 45 famílias carenciadas do concelho.

“As dificuldades económicas que continuam a condicionar o dia a dia das famílias não as impediram de ajudar os que mais precisam. Esta capacidade mostra que a responsabilidade social é um sentimento vivido e partilhado pela nossa sociedade, o qual favorece a coesão social do concelho”, assinalou a provedoria da Misericórdia.

Esta recolha de bens está inserida em um dos três eixos que são contemplados no projeto CLSD+ da Segurança Social.

Para fazer face aos seus propósitos a equipa técnica responsável pelo desenvolvimento do programa de Mogadouro é “multidisciplinar”, composta por três técnicos superiores e com um orçamento disponível de 300 mil euros para os dois em que vigorará o programa sendo coordenado pela Santa Casa da Misericórdia.

Este tipo de contrato é considerado pelos seus promotores “uma nova geração contratos sociais”, com um enfoque alargado aos territórios especialmente afetados pelo desemprego e em os territórios marcados por situações críticas de pobreza, em especial a pobreza infantil.

Os contratos têm vindo a ser implementados “de modo paulatino desde 2007” e, durante este período, foi possível identificar alguns “constrangimentos” à concretização das ações contempladas em plano de ação e que se prendem, sobretudo, com “a desadequação dos atuais normativos reguladores face à conjuntura socioeconómica contemporânea”.

Estes instrumentos de política social, em funcionamento em mais de 60 concelhos, têm sido, por isso, ajustados às concretas necessidades das pessoas e dos territórios, sendo capazes de acompanhar os desafios sociais atuais.

FYP // JGJ

Lusa/fim

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A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro foi fundada em 1559 através de Bula do Papa Pio IV quando ainda o distrito de Bragança pertencia à diocese de Braga. Iniciou a sua actividade eminentemente social, tendo como sede um primitivo hospital, já demolido muito próximo da actual Igreja da Misericórdia.


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